opinião

Músicos e bares se ajudariam se protestassem contra recusa de vacinas

Por Maurílio Júnior
Municípios brasileiros suspendem constantemente vacinação por falta de doses — Foto: Reprodução/RBS TV

A ciência aponta: João Pessoa tem a maior taxa de contaminação (ou de transmissibilidade) entre as capitais do Nordeste. O índice da cidade paraibana é de 1,39, isto é, 100 pessoas contaminadas estão transmitindo o vírus para pelo menos 139.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI da rede pública na Grande João Pessoa é de 79%. Em alguns hospitais da rede privada já não há mais vaga, conforme noticiamos aqui ontem.

Apesar do aumento de contaminação e consequentemente de internações, músicos e donos de bares protestaram nesta terça-feira (08) em João Pessoa.

Com razão, eles querem a retomada de suas atividades, mas sem nenhuma razão também, são contra as novas normas de circulação diante do agravamento da pandemia, ignorando, portanto, a ciência.

A indignação do setor poderia e deveria ser outra: a falta de vacinas. Vacinas que deixaram de ser compradas ainda em 2020 pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

Músicos e donos de bares sabem que o governo federal recusou vacinas da Pfizer no ano passado à metade do preço pago por Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia?

Ou que Bolsonaro deixou de responder algumas dezenas de e-mails da fabricante de vacinas?

Também poderiamos falar que a maior autoridade do país joga contra as principais medidas de segurança contra a Covid-19, o que dificulta a controlar a pandemia.

Com certeza, músicos e donos de bares se ajudariam se protestassem contra recusa de vacinas

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