opinião

Morte de Bruno Covas empobrece política quando mais precisamos

Por Maurílio Júnior
Bruno Covas — Estadão Conteúdo

Diferentes na forma de pensar, Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (Psol) protagonizaram em 2020, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o evento mais civilizado da política brasileira nos últimos anos.

Adepto ou não a sua política ou do seu partido, há de se reconhecer que, Covas, morto neste domingo (16), vítima de um câncer, mostrou-se ser um sujeito sereno, educado e aberto ao diálogo, virtudes reconhecidas pelos próprios adversários, algo raríssimo hoje em dia.

— Lamento muito a morte do prefeito Bruno Covas. Tivemos uma convivência franca e democrática. Minha solidariedade aos seus familiares e amigos neste momento difícil. Vá em paz, Bruno! — escreveu Guilherme Boulos (Psol), adversário de Covas em 2020.

Como se tivesse sido o seu último pedido, o prefeito de São Paulo bradou em seu discurso de posse em janeiro, que o ódio e a intolerância sejam banidos da sociedade.

—  O inimigo é um só: o vírus. O momento exige união — disse em referência à pandemia da Covid-19. 

A sua morte empobrece a política no momento em que mais precisamos de vários Bruno Covas.

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