À deriva

Voto impresso: acossado por CPI, Bolsonaro repete tática de desviar foco

Por Maurílio Júnior
Bolsonaro ignorou o vírus, rejeitou vacina e receitou cloroquina

Jair Bolsonaro ameaçou novamente nesta quinta-feira (06/05) não ter eleição em 2022 sem o voto impresso. Trata-se da velha estratégia de desviar o foco do que realmente interessa: a pandemia e a sua CPI no Senado.

Bolsonaro comentou sobre uma declaração do ministro Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), de que o voto impresso criaria o “caos” no Brasil.

— A única republiqueta do mundo é a nossa, que aceita essa porcaria do voto eletrônico. E digo mais: se o Parlamento brasileiro, por maioria qualificada, de 3/5 na Câmara e no Senado, aprovar e promulgar, vai ter voto impresso em 2022 e ponto final. Porque se não tiver voto impresso, é sinal de que não vai ter eleição. Acho que o recado está dado.

Queiroga encurralado na CPI

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga tentou até onde deu blindar Jair Bolsonaro em seu depoimento nesta quinta na CPI da Covid-19. Mas escorregou.

Entre outros deslizes, Queiroga afirmou não está participando da elaboração, nem foi consultado sobre o decreto que veda isolamento social proposto ontem por Bolsonaro. 

“É mais uma ação na área de enfrentamento da Covid-19 que é anunciado pelo Planalto e não informa-se sequer o ministro da Saúde”, reagiu Renan Calheiros (MDB-AL), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito.

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