judicialização de vacinas

Após liminar da PB, Queiroga avisa: “Não haverá doses para todos estados”

Por Maurílio Júnior
Marcelo Queiroga em agenda na Paraíba com o governador João Azevêdo e o prefeito Cícero Lucena no dia 16 de abril — Imagem: Divulgação/Secom-PB

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, avisou nesta segunda-feira (26), em audiência no Senado, que “não haverá doses para todo mundo” se os estados optarem por judicializarem a entrega de vacinas, a exemplo do que aconteceu na Paraíba após provocação dos Ministérios Públicos. “Na minha cidade, em João Pessoa, a questão foi judicializada e as doses foram entregues por meio de judicialização, só que se todos fizerem isso, não haverá doses para todo mundo. Não é a judicialização que vai resolver ser este problema”, afirmou.

“O problema” da segunda dose

Queiroga admitiu que o problema teve origem na “liberação” do estoque segundas doses para os municípios aplicarem como primeira conforme orientação do próprio Ministério da Saúde na gestão do general Eduardo Pazuello em março. “Em face do retardo de insumo vindos da China ao Instituto Butantan, há uma dificuldade quanto essa segunda dose, e como só temos previsão de entrega de vacinas desse laboratório nos próximos 10 dias, nós vamos emitir uma nota técnica sobre o tema”.

Intervenção do MP garante vacinas 

A Paraíba recebeu sábado (24) 75 mil doses da CoronaVac para regularizar a aplicação da segunda dose. O Ministério da Saúde atendeu a uma decisão da 3ª Vara Federal da Paraíba, que provocada pelo Ministério Público, determinou a obrigatoriedade de reserva da segunda dose para garantir a aplicação a todos paraibanos já contemplados com a primeira ou a criação de um fundo de vacinas para atender casos como da Paraíba em que houver risco de prejuízo aos cidadãos pelo atraso na aplicação da 2ª dose de quaisquer das vacinas aplicadas.

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