opinião

Na ausência de presidente, governadores do Nordeste assumem protagonismo

Por Maurílio Júnior
Nordeste tem a menor taxa de mortalidade por Covid dos últimos 30 dias no Brasil — Imagem: Divulgação

Na ausência de um presidente da República, os governadores do Nordeste continuam fazendo tudo no país. Aqui poderíamos elencar uma série de ações, desde a criação de um comitê científico, que coloca a região com a menor taxa de mortalidade por Covid-19, a as articulações com fundos internacionais para aquisição de vacinas.

Na terça (20), o Nordeste repassou para o Plano Nacional de Imunização (PNI) 37 milhões de doses da Sputnik V negociadas com a Rússia. A promessa do Ministério da Saúde é que os Estados sejam ressarcidos pela compra.

A vacina, por enquanto, não possui o registro da Anvisa, mas em outros países o sucesso do imunizante tem apontado eficácia de 97,6%, o que já fez estados nordestinos ingressarem no STF para importarem as doses, com ou sem consentimento da Anvisa.

Na semana passada, em reunião com a ONU, os governadores já haviam conseguido a antecipação de quatro milhões doses de vacinas, de um total de oito milhões através do consórcio Covax Facility.

Ainda nessa terça-feira (20), o Consórcio Nordeste divulgou uma carta em que defende “a promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental baseado na descarbonização da economia, conservação dos recursos e ambientes naturais e na adaptação às mudanças do clima”. O documento será levado à Cúpula de Líderes sobre o Clima, que deverá reunir 40 chefes de Estado ou de governo nos dias 22 e 23 de abril.

O evento, aliás, deve colocar na berlinda Jair Bolsonaro pelo desmatamento na Amazônia. Não custa lembrar que, Bolsonaro se elegeu presidente com as propostas de reduzir multas ambientais, interromper as demarcações de terras indígenas e promover os interesses de produtores rurais.

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