opinião

O ‘não’ do bolsonarismo ao bolsonarista Nilvan

Por Maurílio Júnior

Definitivamente não deu certo a estratégia do radialista Nilvan Ferreira de abraçar o bolsonarismo ao mesmo tempo que se vendeu como “candidato do povo”.

Berço de Jair Bolsonaro em 2018, a região nobre de João Pessoa rejeitou Nilvan nos dois turnos.

No dia 15, a votação do emedebista foi medíocre, sendo o sexto mais lembrado em bairros como Tambaú, Cabo Branco, Altiplano e Bessa.

No segundo turno, Nilvan foi superado até pelas abstenções nos bairros dos ricos. Lá Cícero construiu a sua maior vantagem sobre o radialista: 13.694 votos de diferença – 37.988 x 24.292 com 30.858 abstenções.

Para se ter uma ideia, em 2018, Bolsonaro teve na região da praia, no primeiro turno, mais do que o dobro de votos em relação a Ciro Gomes (PDT), o segundo mais lembrado – 43.958 x 20.394. Também foi na orla que Bolsonaro teve a sua maior vitória sobre Fernando Haddad no segundo turno.

Os números alimentam a ideia de que rico não vota em pobre, ainda que Nilvan Ferreira não seja este representante, embora tenha se colocado assim.

Bolsonarista convicto, Nilvan foi derrotado, por ironia do destino, pelo bolsonarismo.

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