QR code: doação não cobriria despesa do Treze com transmissão

11 de julho de 2020 às 00h00 Por Maurílio Júnior

O amistoso entre Treze e Perilima neste sábado (11) marcou a volta do futebol paraibano depois de 115 dias de paralisação em razão da pandemia do novo coronavírus, que diga-se de passagem, não acabou. Mais do que o jogo-treino em si, que pouca coisa ofereceu para as três mil pessoas que estiveram conectadas na TV 13, a peleja marcou o início de uma era com transmissões onlines mais frequentes na Paraíba, uma vez que os campeonatos retornarão com portões fechados. Somado a isso há o surgimento da Medida Provisória de Jair Bolsonaro que concede aos clubes mandantes o direito de transmitirem seus jogos sem que haja um acordo com a equipe visitante.

Numa realidade bem distante dos grandes clubes do país, que mobilizam milhões de pessoas e arrecadam alto com doação de torcedores e patrocínios, o Treze teria prejuízo para cobrir as despesas da transmissão do amistoso se dependesse exclusivamente das doações digitais (via QR code) de seus aficionados durante os 90 minutos. O custo com a contratação da produtora e profissionais é de R$ 6 mil. Já o clube apurou R$ 2.800. O Treze não fechará no vermelho graças a patrocínios vendidos para transmissão.

Durante o amistoso, a TV 13 anunciou a transmissão dos Clássico dos Maiorais contra o Campinense pelo Campeonato Paraibano, fazendo valer a Medida Provisória do governo federal. Outras partidas também serão transmitidas. Para ter maior arrecadação, os dirigentes trabalham com a possibilidade de transmitirem os jogos via aplicativo. Neste caso, os torcedores terão que pagar para poder ter acesso.