MP do Flamengo é um tiro no peito dos times pequenos

Por Maurílio Júnior

Imaginemos um time paraibano na Série B. Qual a chance de um jogo – sem ser com os times de ponta que no ano anterior sofreram rebaixamento – ser atrativo, a tal ponto para uma empresa de streaming ou TV transmitir o jogo dele por um preço aceitável para o clube? Nenhuma!

A desistência da Rede Globo pelo Campeonato Carioca em resposta a violação do Flamengo, que se aproveita do rancor de Jair Bolsonaro pela ‘Plim Plim’, é um tiro no peito dos times pequenos, que quando sobem para Série B, faturam, por baixo, R$ 10 milhões pelos direitos de transmissão.

Assinada no mês passado pelo presidente da República, a Medida Provisória, que tem validade por 120 dias, aumenta o abismo que já existe entre os clubes no Brasil com direito de transmissão sendo apenas do time mandante.

Aqueles com maior apelo popular são quem passariam apenas a faturar, ainda que os valores caiam drasticamente pelo simples fato de nenhuma outra emissora pagar o valor desembolsado pela Globo – goste dela ou não. Para compensar parte da perda, o Flamengo, que está no centro da celeuma, aposta na plataforma de streaming turbinado pela maior torcida do país.

E o resto? Ah, o resto que se dane!

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