Ao manter tornozeleira em Ricardo, ministra ‘obriga’ ex-governador a retocar o óleo de peroba

Por Maurílio Júnior

A ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, jogou um balde de água fria em quem ainda faz de conta acreditar na lisura do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) com o dinheiro público. Como já se sabe, ela negou o pedido do socialista para retirar a tornozeleira eletrônica imposta pelo desembargador Ricardo Vital, relator da Operação Calvário no Tribunal de Justiça da Paraíba.

E agora?

A decisão da Sexta Turma do STJ de manter livre o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), no dia 18 do último mês, colocou a Corte, na visão de aliados do político, como a justiça de verdade e pronta para reparar as “injustiças”, vejam só, contra o socialista pego em gravações com o Chefe da Cruz Vermelha, Daniel Gomes, negociando a divisão do dinheiro desviado da Saúde pública da Paraíba. Será preciso retocar o óleo de peroba na cara de pau.

Mico

Partidos de esquerda chegaram a assinar uma nota conjunta atacando Vital e a Operação Calvário em razão da colocação da tornozeleira eletrônica nos denunciados “mesmo após o Superior Tribunal de Justiça conceder Habeas Corpus aos mesmos”.

O que diz Laurita

O teor do indeferimento da ministra sobre o pedido do ex-governador será publicado nesta sexta-feira (6). Na última terça-feira (3), no entanto, ao negar o mesmo pedido a prefeita do Conde, Márcia Lucena (PSB), Laurita destacou o seguinte: “O caso não se enquadra nas hipóteses excepcionais passíveis de deferimento do pedido em caráter de urgência, por não veicular situação configuradora de abuso de poder ou de manifesta ilegalidade sanável no presente juízo perfunctório”.

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