Escalação irregular de jogadores leva Paraibano aos tribunais

Por Maurílio Júnior

A luta por classificação na fase final e contra o rebaixamento no Campeonato Paraibano de 2020 deve ser definida nos tribunais. Isso porque pelo menos quatro jogadores teriam atuado de maneira irregular nas primeiras cinco rodadas do estadual.

As irregularidades recaem sobre atletas do Atlético de Cajazeiras (líder do grupo A), Campinense (líder do grupo B), CSP (vice-lanterna do grupo B) e o Sousa (vice-líder do grupo B) e foram provocadas junto ao Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB) por Sport de Lagoa Seca, São Paulo Crystal e Nacional respectivamente.

Segundo o Sport de Lagoa Seca, o Atlético utilizou o zagueiro Egon que precisaria cumprir um gancho de dois jogos, dado ao defensor em julgamento da Comissão Extraordinária do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (SJTD), que estava julgando processos da Paraíba no ano passado, uma vez que o Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba estava sem equipe de auditores em razão da Operação Cartola, que desvendou um esquema de corrupção no futebol paraibano. O atleta foi julgado por ter empurrado um gandula na semifinal do Paraibano de 2019 entre o time sertanejo e o Campinense. Ele atuou nas cinco primeiro partidas do Atlético.

A denúncia do Sport de Lagoa Seca será endossada pelo Treze, que briga com o Atlético por uma vaga nas semifinais da competição.

O Nacional de Patos também acusa o Sousa de ter escalado irregularmente o atacante Jó Boy na segunda rodada contra o Sport de Lagoa Seca. Na partida seguinte, contra o Treze, o Dinossauro deixou o atleta de fora, reforçando a suspeita de irregularidade. Jó Boy foi expulso na partida de volta da final da 2ª divisão no ano passado, quando jogava pelo São Paulo Crystal e acabou punido com um jogo de suspensão.

Já o São Paulo Crystal acusa o CSP de ter escalado o atacante Negueba após o jogador ser punido pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba com uma partida de suspensão. Negueba foi expulso na partida entre Queimadense e São Paulo Crystal pelo jogo de volta das semifinais do Campeonato Paraibano da Segunda Divisão de 2019. Em julgamento realizado em janeiro, Negueba pegou o gancho de um jogo, que não foi cumprido.

Outro caso de irregularidade é o do goleiro Pantera, do Campinense. Em 2019, quando defendia a Perilima, o arqueiro foi expulso após o apito final da partida contra o Serrano, na última partida da primeira fase do estadual.

Pantera foi punido com dois jogos de suspensão, em julgamento no STJD, e deveria ter cumprido no Paraibano 2020. No entanto, Pantera esteve no banco de reservas do Campinense nas duas primeiras rodadas do estadual deste ano.

Na última sexta-feira (28), o São Paulo Crystal apresentou denúncia contra o rubro-negro.

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