Damião coloca o pé na porta do “golpe”

Por Maurílio Júnior

Eleito seis vezes deputado federal, o pedetista Damião Feliciano conhece com a palma da mão as peripécias do legislativo.

Foi por essa bagagem de Congresso, onde já viu de tudo, que o parlamentar iniciou respondendo a pergunta sobre o pedido de impeachment contra o governador João Azevêdo (Cidadania) e a você-governadora Lígia Feliciano (PDT) na Assembleia Legislativa, na forte entrevista concedida ao Hora H, da Rede Mais de Rádio, nesta sexta-feira.

Damião afirmou categoricamente que está em andamento uma tentativa de golpe contra João e Lígia. E mais: para o deputado, com o consentimento do presidente da Assembleia, Adriano Galdino (PSB).

“Vou falar como uma pessoa experiente e como o processo é legislativo, também como deputado federal. O caso não é grave, não. É muito grave o que está acontecendo com a questão da democracia desse estado”, advertiu antes de engrossar a denúncia.

“Está tendo um golpe na Paraíba, está tendo uma manobra, estamos identificando. Estou dizendo que o beneficiado é o presidente da Assembleia, ele assumiria o governo do Estado. O mais grave ainda desse processo já está acontecendo. Quarta-feira foi dada entrada o processo, cabe ao presidente analisar para dar provimento ou não. O que foi o que o presidente fez? Colocou o processo para andar. Colocou o processo na assessoria jurídica, já deu consentimento. Se o presidente negar o processo da assessoria, já se pode recorrer ao plenário. Ou seja: esse processo já está em andamento. A gravidade é que daqui a 15 dias, se esse processo andar, o governador seria Adriano Galdino. Acredito que galdino não vai admitir que isso aconteça. isso é um golpe absurdo. A peça não tem fundamento nenhum. Nem para derrubar o governador, nem muito menos a vice-governadora. Como ela pode responder uma atitude, por acaso, se o outro tivesse cometido?”, declarou.

Na última quarta-feira (5), dia que a oposição protocolou o pedido de impeachment, Galdino assegurou “o andamento desse e de outra proposituras”. “Vou seguir o regimento”, disse.

Por via das dúvidas, Damião tratou de colocar o pé na porta do “golpe”.

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