Projeto do Cidadania, candidatura em JP, conflito com o PT… O que diz o governador João Azevêdo

Por Maurílio Júnior

Projeto do Cidadania na Paraíba, candidatura em João Pessoa, filiação de prefeitos, relação com o PT, comando da legenda. De partido novo, o governador João Azevêdo falou pela primeira vez, neste sábado (1), sobre a sua filiação ao Cidadania. Acompanhe, abaixo, os principais temas.

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Qual o projeto partidário que João Azevêdo traz para o Cidadania?

Estou entrando no Cidadania como mais um soldado para colaborar, contribuir, na construção e ampliação, agregando, com certeza, alguns companheiros que irão conosco nesse novo projeto da política paraibana. Tenho certeza que será um processo de construção. É isso que me comprometi com o presidente Roberto Freire, no sentido de construir realmente o Cidadania na Paraíba.

Cidadania terá candidatura em João Pessoa?

A partir de segunda-feira sentaremos para discutir os aspectos políticos e a nossa atuação município por município. Logo, logo iremos dizer se estaremos participando com candidato próprio ou através de coligações que será muito natural em função do leque de partidos aliados que temos em nosso governo.

O partido fará um evento de filiação?

Não acho isso nem tão importante. O que eu acho é que vamos marcar um momento, claro, em que tenhamos companheiros, prefeitos, vereadores, lideranças que querem se associar a este projeto, para que possamos ter um momento com todos eles. Mas não a minha filiação pessoal. Já está anunciado, é dessa forma que vamos caminhar. Brevemente faremos um evento.

Os vinte e dois prefeitos que deixaram o PSB recentemente, seguem com o senhor?

Provavelmente. A partir de segunda-feira vou contactar os prefeitos, saber quais serão as suas propostas, o entendimento que cada um tem para campanha de 2020. Caso queira, obviamente, não tenho a pretensão de ter a unanimidade. Se que muitos companheiros que estão juntos conosco hoje não se sintam bem nessa caminhada. A vida é feita de escolhas. E eu sei exatamente que a minha escolha vai no caminho de encontrar um partido, que primeiro, não tem dono, é um partido que vamos construir um caminho, dentro daquilo que acredito que seja verdadeiramente a política de inclusão, de fortalecer as pessoas dentro da riqueza que esse estado cria. É nesse foco que vamos trabalhar.

O PT reavaliará a aliança com o governo por entender que o Cidadania não se alinha com o campo progressista. Qual a sua avaliação?

Não tenho a ilusão, nem a pretensão de que marcharemos todos juntos. A vida é feita de opções. Se o PT avaliar que é importante continuar fazendo essa construção junto conosco, estaremos de braços abertos. Se achar que não, que é melhor ter um caminho independente, isolado, é uma opção do PT. Não posso interferir. Sei que estas leituras são totalmente equivocadas. Não busquei um partido purismo, que muita gente prega, porque simplesmente não existe. A postura de qualquer partido é em determinado momento fez alianças com alas mais à esquerda e em outros mais à direita. Esse purismo que muita gente prega além de equivocado não é verdadeiro.

O senhor pretende comandar o partido?

Não impus condição nenhuma para entrar no partido. Não é assim que se chega na casa dos outros. A gente chega na casa dos outros sendo bem recebido como fui muito bem recebido. A conquista de espaço depende do trabalho de cada um. Não se chega querendo comandar, se chega agregando, construindo. A decisão mais importante é termos uma participação significativa dentro das eleições dos prefeitos

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