FPF se diz “perplexa” com mais uma denúncia de corrupção no estadual

Por Maurílio Júnior

A presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michelle Ramalho, se pronunciou apenas por meio de nota, nesta terça-feira (28), sobre a denúncia do presidente do Sousa Esporte Clube, Aldeone Abrantes, que insinuou nessa segunda-feira (27), ter sofrido ameaça de morte após se negar a participar de uma suposta máfia de resultado no Campeonato Paraibano 2020. O autor do Blog tentou contato com a dirigente, mas não obteve resposta.

Na nota enviada à imprensa, Ramalho diz estar “perplexa com o teor da denúncia formulada pelo Presidente do Sousa Esporte Clube, o senhor Aldeone Abrantes, acerca de uma tentativa de manipulação do jogo entre o Sport Clube Lagoa Seca x Sousa Esporte Clube”.

A dirigente reconhece a gravidade da denúncia de Aldeone, através de um áudio em grupos de Whatsapp, e se diz “a principal interessada na apuração dessas denúncias para coibir e punir toda e qualquer prática ilícita que venha a atentar contra a lisura do futebol paraibano, que no final termina por prejudicar, em última instância, os milhares de torcedores paraibanos”.

No áudio, Aldeone ainda se queixa da presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michele Ramalho, por não ter atendido seus telefonemas para averiguar o caso. 

Há dois anos, o futebol paraibano foi marcado pela deflagração da Operação Cartola, que desvendou um esquema de manipulação de resultado nas últimas edições do certame local. Dirigentes do Botafogo-PB e Campinense foram banidos, além de árbitros e do então presidente da FPF, Amadeu Rodrigues.

Michele Ramalho, que substitui Amadeu, teve uma eleição bastante contestada em 2018, com a suspeita de ter fraudado votos.

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