Pichações contra Bolsonaro ganham as paredes da UFPB

Por Maurílio Júnior

Não se assuste. Não é um presídio. É apenas a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em tempos de alta tensão entre a extrema esquerda e direita do país, a maior instituição de ensino do estado não escapou da ação dos vândalos. Para quem pisa pela primeira vez na UFPB, um susto logo de cara com as paredes pichadas e cartazes colados, a maioria em referência ao movimento “Lula Livre” e contrárias ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e a Rede Globo (veja fotos logo abaixo).

O vandalismo se concentra especialmente no Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA). Em um dos corredores da universidade, a pichação pede que fascistas (como são chamados os eleitores de Bolsonaro pelo lulismo) sejam queimados. Carimbos com os dizeres “Ele não” também são vistos. Na mesma parede uma mensagem de orgulho dos pichadores: “Pixo (sic) logo existo!”. “Não seja cuzão” é outra mensagem colocada no acesso as salas de aula.

Ao blog, a reitora da UFPB, Margareth Diniz, condenou o ato. “Eu confesso que nem vi. Confesso que não sei qual é o local. A universidade não é para ninguém está pichando paredes do nada, porque depois tem outro custo para gente limpar. Tudo que for fazer na universidade o certo é pedir autorização ao setor adequado que é setor de infraestrutura. Tenho visto algumas coisas que estão pichadas mesmo em outras paredes lá, já pedi para o gabinete entrar em contato com a antiga prefeitura para saber sobre isso”.

Também ao blog, o diretor do CCTA, professor Davi Fernandes, admitiu que o Centro não tem controle sobre a situação. Ele também condenou o ato e lembrou que em decisão recente da justiça, um estudante que foi flagrado pichando a universidade precisou repintar o muro.

“A gente não tem controle sobre isso, quando é flagrado a pessoa tem obrigação de repintar. Teve até um caso que a justiça mandou pintar, é um dano ao patrimônio público”. Questionado se o Centro mandará limpar as paredes, Davi Fernandes sinalizou que só deve acontecer durante o próximo recesso da instituição.

Um dos vigilantes da empresa responsável pela segurança da UFPB – que terá sua identidade preservada – diz que não há muito o que fazer. “Se a gente for falar quem perde somos nós. Eles são alunos. Eles se sentem com mais direito”, externou. “Os próprios alunos fazem as coisas erradas na universidade. 70%”, culpou.

De acordo com a lei, pichar o patrimônio público é crime com detenção de três meses a um ano, além de multa.

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