Bayeux: um lixão a céu aberto

Por Maurílio Júnior

O acúmulo de lixo na brava Bayeux é o retrato fiel do drama político e administrativo que sofre a cidade nos últimos tempos. 

Prefeito preso. Vice cassado. E um vereador que atende pela alcunha de Noquinha é quem ruma o município atualmente para o precipício – como se ainda precisasse, dirá o leitor. Isso sem falar nos constantes pega pra capar sem fim.

A tsunami de acontecimentos negativos fez a cidade perder o respeito de quem mora, de quem somente trafega e até do Superior Tribunal de Justiça (STJ), lá de Brasília. Porque se já não bastasse tanto entulho pelo município, a 6ª Turma da Corte resolveu devolver um que estava em decomposição avançada: Berg Lima. 

O prefeito que foi pego com a boca na botija recebendo propina de um fornecedor da prefeitura pode voltar. É o que sugere uma decisão tomada de forma unânime. 

A volta, porém, pode ser impedida porque a ficha do citado está tão suja que outras ações tramitam na Justiça da Paraíba por improbidade administrativa – a proferida ontem se dirige a uma ação criminal. 

É a triste experiência de uma cidade que virou um lixão a céu aberto.

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