Não portava guarda-chuva. Nem fuzil

Por Maurílio Júnior

“O correto é matar o bandido que está de fuzil. A polícia vai fazer o correto: vai mirar na cabecinha e… fogo! Para não ter erro”, a ordem é do governador eleito do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) e endossada pelo futuro governo federal para policiais matarem pessoas que estiverem portando fuzis.

A declaração do político se deu poucos dias depois de eleito e dias antes de um caso emblemático no próprio Rio de Janeiro, que foi a morte de um garçom por PMs, que confundiram um guarda-chuva com uma arma.

Pois bem. 

Um jovem morreu a tiros ontem à noite no Bessa, em João Pessoa, após ter sido confundido com bandido. O responsável pelos disparos é um policial militar. 

Ao que indica as primeiras informações, morreu por estar sobre uma moto com um amigo. Eles aguardavam a chegada de outros colegas para uma confraternização em uma pizzaria. 

Quando o carro com alguns dos convidados chegaram e eles se aproximaram, o polícia começou com os disparos. Imagina-se que o PM suspeitou que seria um assalto. 

Para família do jovem, restará a inconsolável dor.

Dor que poderá se estender a qualquer um de nós, a depender da conveniência do portador da arma de fogo. 

É o que se desenha num futuro próximo, em uma escala de risco bem maior do que a de ontem. 

Foto: Felícia Arbex/TV Cabo Branco

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