Até Deus teve vergonha

Por Maurílio Júnior

Afrontar o povo não foi o bastante para os candidatos a presidente, no debate de anteontem na TV Bandeirantes. Além das propostas nada convincentes, uma nova tática dos postulantes ao cargo máximo do país chamou a atenção. O alvo: Deus. Uma exploração assombrosa.

Quase todos candidatos abusaram em seus discursos usar o nome de Deus. O ápice se deu quando o Cabo Daciolo (Patriotas) leu a Bíblia em suas considerações finais. O objetivo? Atingir a simpatia dos inocentes, vamos combinar, não é difícil, sobretudo em um país com baixo nível de esclarecimento. Qualquer palavra bonita pode fazer a diferença.

A estratégia dos candidatos revoltou fiéis, padres e pastores. A edição de ontem do Arapuan Verdade, da Arapuan FM, mediu a reação do público. O Arcebispo da Paraíba, Dom Delson, repreendeu a estratégia dos candidatos. “A fé, falar o nome de Deus, evocar, não tem problema, mas uma manipulação para ganhar a simpatia do povo com fins eleitoreiros significa chamar o nome de Deus em vão, um descumprimento a um dos seus mandamentos. Estamos em um tempo que muitos falam de Deus, mas não o amam”, pregou.

Quem conhece sobre os evangelhos sabe que Jesus era amigo de pecadores, foi crucificado em meio a dois ladrões, mas nunca teve tanta vergonha de ser citado como foi pelos presidenciáveis.

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