PSC e a temerosa contradição

Por Maurílio Júnior

O PSC, que tanto protelou sobre com quem caminhar nas eleições de 2018, está próximo de optar pelo PV, do pré-candidato ao governo Lucélio Cartaxo. A aliança é dada como certa nos bastidores por apresentar um melhor cenário para eleição proporcional de Leonardo Gadelha a federal – objetivo maior do partido.

Os grupos Gadelha e Cartaxo estiveram juntos na reeleição do prefeito Luciano Cartaxo em 2016. No anúncio da união, aliás, o presidente do PSC e deputado federal Marcondes Gadelha defendeu a pluralidade política do estado, por entender que, seria temeroso concentrar dois grandes poderes, Estado e Município, nas mãos de um único grupo.

“Se alguém por infelicidade vier a concentrar os dois maiores poderes nas mãos, o governo do Estado e a prefeitura, a volúpia pelo poder será tão grande que essa pessoa vai acabar querendo submeter os outros poderes (Legislativo e Judiciário), a imprensa, as associações de classe, os sindicatos, até mesmo a cultura e nada aconteceria na Paraíba, sem que se “beijasse a mão ou se ajoelhar diante do tiranete de plantão”, avaliou Gadelha há dois anos.

Dois anos depois, é o grupo Cartaxo que almeja comandar as duas principais máquinas do estado – prefeitura de João Pessoa e governo.

Uma temeridade, há dois anos, para Gadelha. Hoje, talvez, pouco importe.

“E no balanço das horas tudo pode mudar”

Nesse caso, o discurso e a coerência estão bem próximos.

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